terça-feira, 18 de março de 2014

biografia de millôr fernandes

Millôr Fernandes

"Acreditar que não acreditamos
em nada é crer na crença do descrer".


"Millôr Fernandes nasceu. Todo o seu aprendizado, desde a mais remota infância. Só aos 13 anos de idade, partindo de onde estava. E também mais tarde, já homem formado. No jornalismo e nas artes gráficas, especialmente. Sempre, porém, recusou-se, ou como se diz por aí. Contudo, no campo teatral, tanto então quanto agora. Sem a menor sombra de dúvida. Em todos seus livros publicados vê-se a mesma tendência. Nunca, porém diante de reprimidos. De 78 a 89, janeiro a fevereiro. De frente ou de perfil, como percebeu assim que terminou seu curso secundário. Quando o conheceu em Lisboa, o ditador Salazar, o que não significa absolutamente nada. Um dia, depois de um longo programa de televisão, foi exatamente o contrário. Amigos e mesmo pessoas remotamente interessadas - sem temor nenhum. Onde e como, mas talvez, talvez — Millôr, porém, nunca. Isso para não falar em termos públicos. Mas, ao ser premiado, disse logo bem alto - e realmente não falou em vão. Entre todos os tradutores brasileiros. Como ninguém ignora. De resto, sempre, até o Dia a Dia”.

("Currículo" publicado por Millôr quando de sua estréia no jornal "O Dia", Rio (RJ).

Considerado "um dos poucos escritores universais que possuímos", na opinião do crítico Fausto Cunha, filho de Francisco Fernandes e de Maria Viola Fernandes, Millôr Fernandes nasceu no dia 16 de agosto de 1923 no Méier, subúrbio do Rio de Janeiro, com o nome de Milton Viola Fernandes. Só seria registrado no ano seguinte, tendo como data oficial de nascimento o dia 27 de maio de 1924. Sua certidão de nascimento, grafada à mão, fazia crer que seu nome era Millôr e não Milton. Seu pai, engenheiro emigrante da Espanha, morre em 1925, com apenas 36 anos. A família começa a passar por dificuldades e sua mãe passa horas em frente a uma máquina de costura para poder sustentar os 4 filhos. Apesar do aperto, o autor teve uma infância feliz, ao lado de 10 tios, 42 primos e primas e da avó italiana D. Concetta de Napole Viola.

Estuda na Escola Ennes de Souza, de 1931 a 1935, por ele chamada de Universidade do Meyer, mas que na verdade era uma escola pública. Diz dever tudo o que sabe a sua professora, Isabel Mendes, depois diretora e hoje nome da escola. Se emociona ao falar sobre ela "...uma mulatinha magra e devotada, que me ensinou tudo que se deve aprender de um professor ou de uma escola: a gostar de estudar. Depois disso, pode-se ser autodidata. Escola, a não ser para campos técnicos/experimentais, é praticamente inútil".

A chegada ao Brasil das histórias em quadrinhos, em 1934, faz de Millôr um leitor assíduo dessas publicações, em especial de Flash Gordon, de autoria de Alex Raymond, e, com isso, dar vazão à sua criatividade. Sob a influência de seu tio Antônio Viola, tem seu primeiro trabalho publicado em um órgão da imprensa — "O Jornal", do Rio de Janeiro, tendo recebido o pagamento de 10 mil reis por ele. Era o início do profissionalismo, adotado e defendido para sempre.

Em 1935, também com 36 anos, falece sua mãe, o que faz com que os irmãos Fernandes passem a levar uma vida dificílima. Essa coincidência de datas leva Millôr a escrever um conto, "Agonia", publicado na revista "Cigarra" em janeiro de 1947, onde afirmava: "Tenho dia e hora marcada para me ir e o acontecimento se dará por volta de 1959". A morte da mãe o leva a morar em Terra Nova, subúrbio próximo ao Méier, com o tio materno Francisco, sua mulher Maria e quatro filhos.

Trabalha, em 1938, com o Dr. Luiz Gonzaga da Cruz Magalhães Pinto, entregando o remédio para os rins "Urokava" em farmácias e drogarias. Durou pouco esse emprego. Logo vai ser contínuo, repaginador, factótum, na pequena revista "O Cruzeiro", que nessa época tinha, além de Millôr, mais dois funcionários: um diretor e um paginador. A revista, anos depois, chegou a vender mais de 750.000 exemplares. Com o pseudônimo "Notlim" ganha um concurso de crônicas promovido pela revista "A Cigarra". Com isso, é promovido e passa a trabalhar no arquivo.

O cancelamento de publicidade em quatro páginas de "A Cigarra" fez com que fosse chamado por Frederico Chateaubriand para preencher as páginas que ficaram em branco. Cria, então, o "Poste Escrito", onde assinava-se Vão Gôgo. O sucesso da seção faz com que ela passe a ser fixa. Com o mesmo pseudônimo, começa a escrever uma coluna no "Diário da Noite". Assume a direção de "A Cigarra", cargo que ocuparia por três anos. Dirigiu também "O Guri", revista em quadrinhos e "Detetive", que publicava contos policiais.

Ciente da necessidade de se aprimorar, estuda no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro de 1938 a 1943.

Em 1940, muda-se para o bairro da Lapa, centro da cidade, e passa a morar próximo a Alceu Pena, seu colega em "O Cruzeiro". Colabora na seção "As garotas do Alceu" como colorista e versejador.

Autodidata, faz sua primeira tradução literária: "Dragon seed", romance da americana Pearl S. Buck, com o título "A estirpe do dragão", em 1942.

No ano seguinte retorna, com Frederico Chateaubriand e Péricles, à revista "O Cruzeiro". Em dez anos, a tiragem foi um grande êxito editorial, passando de 11 mil para mais de 750 mil exemplares semanais.

Em 1945, inicia a publicação de seus trabalhos na revista "O Cruzeiro", na seção "O Pif-Paf", sob o pseudônimo de Vão Gôgo e com desenhos de Péricles.

No ano seguinte lança "Eva sem costela — Um livro em defesa do homem", sob o pseudônimo de Adão Júnior.

Sua colaboração para "O Cruzeiro", em 1947, atinge a marca de dez seções por semana.

Em 1948 viaja aos Estados Unidos, onde encontra-se com Walt Disney, Vinicius de Moraes, o cientista César Lates e a estrela Carmen Miranda. Casa-se com Wanda Rubino.

Publica "Tempo e Contratempo", com o pseudônimo de Emmanuel Vão Gôgo, em 1949. Assina seu primeiro roteiro cinematográfico, "Modelo 19". O filme, lançado com o título "O amanhã será melhor", ganha cinco prêmios Governador do Estado de São Paulo. Millôr é agraciado com o de melhores diálogos.

Em 1951, na companhia de Fernando Sabino, viaja de carro pelo Brasil, durante 45 dias. Lança a revista semanal "Voga", que teve apenas cinco números.

Viaja pela Europa por quatro meses, em 1952.

"Uma mulher em três atos", sua primeira peça, estréia no Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo (SP), em 1953.

No ano seguinte, compra o imóvel que se tornaria famoso — "a cobertura do Millôr", no bairro de Ipanema, onde o escritor até hoje vive. Nasce seu filho Ivan.

Em 1955, divide com o desenhista norte-americano Saul Steinberg o primeiro lugar da Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires, Argentina. Escreve “Do tamanho de um defunto”, que estreou no Teatro de Bolso (Rio) e, depois, adaptado pelo próprio autor para o cinema, tendo o filme o título de “Ladrão em noite de chuva”. Nesse ano escreve “Bonito como um deus”, que estréia no Teatro Maria Della Costa, em São Paulo (SP), e ainda “Um elefante no caos” e “Pigmaleoa”.

Em 1956, Millôr passa a ilustrar todos os seus textos publicados na revista "O Cruzeiro".

No ano de 1957, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro recebe exposição individual do biografado. Realiza a cenografia de “As guerras do alecrim e da manjerona”. Esse trabalho foi premiado pelo Serviço Nacional de Teatro no ano de 1958.

Nesse ano, conclui a primeira tradução teatral: “Good people”, então intitulada “A fábula de Brooklin — Gente como nós”. Fez parte do grupo que "implantou" o frescobol no posto 9, Ipanema, Rio de Janeiro.

Escreve o roteiro de “Marafa”, a partir do romance homônimo de Marques Rebello. Em 1959. No mesmo ano, apresenta na TV Itacolomi, de Belo Horizonte, a convite de Frederico Chateaubriand, uma série de programas intitulada “Universidade do Méier”, na qual desenhava enquanto fazia comentários. Posteriormente, o programa foi transferido para a TV Tupi do Rio de Janeiro, com o título de “Treze lições de um ignorante” e suspenso por ordem do governo Juscelino Kubitschek após uma crítica à primeira dama do país: Disse Millôr: "Dona Sarah Kubitschek chegou ontem ao Brasil depois de 5 meses de viagem à Europa e foi condecorada com a Ordem do Mérito do Trabalho." Nasce sua filha, Paula.

Nos anos seguintes, já integrado à intelectualidade carioca, convive com Péricles, criador de "O Amigo da Onça", Nelson Rodrigues, David Nasser, Jean Manson, Alfredo Machado, Fernando Chateaubriand, Emil Farhat e Accioly Netto, entre outros.

Em 1960, depois de resolvidos os problemas com a censura, estréia no Teatro da Praça, no Rio, ”Um elefante no caos”. O título original da peça era “Um elefante no caos ou Jornal do Brasil ou, sobretudo, Por que me ufano do meu país” rendeu a Millôr o prêmio de “Melhor Autor” da Comissão Municipal de Teatro. O filme “Amor para três”, com roteiro do biografado, baseado em “Divórcio para três”, de Victorien Sardou, é dirigido por Carlos Hugo Christensen. Millôr colaboraria com esse diretor em mais três filmes: “Esse Rio que eu amo”, 1962, Crônica da cidade amada”, 1965, e O menino e o vento, 1967.

Expõe, em 1961, desenhos na Petit Galerie, no Rio. Viaja ao Egito e retorna antes do previsto, tendo em vista a renúncia do presidente Jânio Quadros. Trabalha por 7 dias no jornal "Tribuna da Imprensa", Rio, que mais tarde pertenceu a seu irmão Hélio Fernandes. Foi demitido por ter escrito um artigo sobre a corrupção na imprensa. Os editores, o poeta Mário Faustino e o jornalista Paulo Francis pediram também demissão em solidariedade.

No ano seguinte, na edição de 10 de março de “O Cruzeiro”, “demite” Vão Gôgo e passa a assinar Millôr. A Amstutz & Herder Graphic Press, importante publicação de Zurique, dedica uma página de seu anuário ao autor. “Pigmaleoa” é apresentada, sob a direção de Adolfo Celi, no Teatro Rio.

Em 1963, escreve a peça teatral “Flávia, cabeça, tronco e membros”. Viaja a Portugal e, durante sua ausência, a revista “O Cruzeiro” publica editorial no qual se isenta de responsabilidade pela publicação de “História do Paraíso”, que obteve repercussão negativa por parte dos leitores católicos da revista. Millôr deixa a revista e começa a trabalhar no jornal “Correio da Manhã”, lá ficando até o ano seguinte.

A partir de 1964, e até 1974, colabora semanalmente no jornal Diário Popular, de Portugal. A página mereceria o seguinte comentário de um ministro de Salazar: "Este tem piada, pena que escreva tão mal o português". Lança a revista “Pif-Paf”, considerada o início da imprensa alternativa no Brasil. Foi fechada em seu oitavo número, por problemas financeiros.

Volta à TV, em 1965, como apresentador na TV Record, ao lado de Luis Jatobá e Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), do “Jornal de Vanguarda”. “Liberdade liberdade” estréia no Teatro Opinião, no Rio, musical escrito em parceria com Flávio Rangel.

Composta pelo biografado, a canção “O homem” é defendida no II Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record, por Nara Leão, em 1966. Monta, ao ar livre, no Largo do Boticário, Rio, só com atores negros, sua adaptação de “Memórias de um sargento de milícias”.

Em 1968 atua, ao lado de Elizeth Cardoso e do Zimbo Trio, em “Do fundo do azul do mundo”, espetáculo musical de sua autoria. Passa a colaborar com a revista “Veja”.

Na sua estréia, apresentou-se com o texto que abaixo reproduzimos parcialmente:
SUPERMERCADO MILLÔR
ANO I - N.º 1
(Autobiografia De Mim Mesmo À Maneira De Mim Próprio)
"E lá vou eu de novo, sem freio nem pára-quedas. Saiam da frente, ou debaixo que, se não estou radioativo, muito menos estou radiopassivo. Quando me sentei para escrever vinha tão cheio de idéias que só me saíam gêmeas, as palavras — reco-reco, tatibitate, ronronar, coré-coré, tom-tom, rema-rema, tintim-por-tintim. Fui obrigado a tomar uma pílula anticoncepcional. Agora estou bem, já não dói nada. Quem é que sou eu? Ah, que posso dizer? Como me espanta! Já não fazem Millôres como antigamente! Nasci pequeno e cresci aos poucos. Primeiro me fizeram os meios e, depois, as pontas. Só muito tarde cheguei aos extremos. Cabeça, tronco e membros, eis tudo. E não me revolto. Fiz três revoluções, todas perdidas. A primeira contra Deus, e ele me venceu com um sórdido milagre. A segunda com o destino, e ele me bateu, deixando-me só com seu pior enredo. A terceira contra mim mesmo, e a mim me consumi, e vim parar aqui.”

”... Dou um boi pra não entrar numa briga. Dou uma boiada pra sair dela....Aos quinze (anos) já era famoso em várias partes do mundo, todas elas no Brasil. Venho, em linha reta, de espanhóis e italianos. Dos espanhóis herdei a natural tentação do bravado, que já me levou a procurar colorir a vida com outras cores: céu feito de conhas de metal roxo e abóbora, mar todo vermelho, e mulheres azuis, verdes ciclames. Dos italianos que, tradicionalmente, dão para engraxates ou artistas, eu consegui conciliar as duas qualidades, emprestando um brilho novo ao humor nativo. Posso dizer que todo o País já riu de mim, embora poucos tenham rido do que é meu.”

”Sou um crente, pois creio firmemente na descrença. ...Creio que a terra é chata. Procuro não sê-lo. ...Tudo o que não sei sempre ignorei sozinho. Nunca ninguém me ensinou a pensar, a escrever ou a desenhar, coisa que se percebe facilmente, examinando qualquer dos meus trabalhos.”

”A esta altura da vida, além de descendente e vivo, sou, também, antepassado. É bem verdade que, como Adão e Eva, depois de comerem a maçã, não registraram a idéia, daí em diante qualquer imbecil se achou no direito de fazer o mesmo. Só posso dizer, em abono meu, que ao repetir o Senhor, eu me empreguei a fundo. Em suma: um humorista nato. Muita gente, eu sei, preferiria que eu fosse um humorista morto, mas isso virá a seu tempo. Eles não perdem por esperar.”·

Ainda em 1968 escreve o texto do show “Momento 68”, promovido pela empresa Rhodia, que contou com a participação de Caetano Veloso, Walmor Chagas e Lennie Dale, entre outros.

No ano seguinte, participa do grupo fundador de “O Pasquim”.

Fernanda Montenegro estrela “Computa, computador, computa”, no Teatro Santa Rosa, no Rio, em 1972. Lança o livro “Esta é a verdadeira história do Paraíso” e também “Trinta anos de mim mesmo”, numa sessão de autógrafos denominada “Noite da contra-incultura”.

Em 1975, faz exposição de 25 quadros “em branco, mas com significado”, na Galeria Grafitti, no Rio.

No ano seguinte, escreve para Fernanda Montenegro a peça “É...”, que se tornou o grande sucesso teatral de Millôr ao ser encenada no Teatro Maison de France, no Rio.

Em 1977, realiza nova exposição de seus trabalhos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Adapta, no ano seguinte, para o formato de musical a peça “Deus lhe pague”, de Joracy Camargo, que contou com Bibi Ferreira na direção e com músicas de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. É homenageado pelo 5º Salão de Humor de Piracicaba (SP), mas “exige” que a honraria seja “para todos os humoristas na pessoa de Millôr Fernandes”. Em Brasília, para o Museu da Moeda, localizado no Banco Central do Brasil, produz quatro painéis que contam a
história do dinheiro.

Estréia no Teatro dos Quatro, Rio, a peça “Os órfãos de Jânio”, em 1980.

Publica “Desenhos”, uma compilação de seus trabalhos gráficos, com textos de apresentação de Pietro Maria Bardi e Antônio Houaiss, em 1981.

O ano de 1982 é de muito trabalho. O autor escreve e publica a peça “Duas tábuas e uma paixão”. Traduz a opereta “A viúva alegre”, de Franz Lear, apresentada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Tetê Medina monta “A eterna luta entre o homem e a mulher”, no Teatro Clara Nunes – Rio. Escreve a adaptação de “A chorus line”, encenado por Walter Clark. Estréia “Vidigal: Memórias de um sargento de milícias”. São dele, nessa peça, os cenários, figurinos e letras, musicadas por Carlos Lyra. Com Flávio Rangel, escreve e representa o espetáculo “O gesto, a festa, a mensagem”, na TV Record de São Paulo. Deixa a revista “Veja”.

Em 1983, é homenageado pela Escola de Samba Acadêmicos do Sossego, de Niterói (RJ). Millôr não comparece ao desfile. Passa a colaborar com a revista “Istoé”.

Lança “Poemas”, em 1984. Estréia o musical “O MPB4 e o dr. Çobral vão em busca do mal”.

No ano seguinte, colabora com o Jornal do Brasil. Lança o “Diário da Nova República”. É montada a peça “Flávia, cabeça, tronco e membros” no Teatro Ginástico – Rio.

Passa a usar o computador para escrever e desenhar, em 1986. Escreve, com Geraldo Carneiro e Gilvan Pereira, o roteiro do filme “O judeu”, dirigido por Jom Tob Azulay, baseado na vida de António José da Silva. Rodado em Portugal, só seria concluído em 1995.

”L’anné 82 au Brésil: le regard critique de Millôr Fernandes” (O ano de 82 no Brasil: o olhar crítico de Millôr Fernandes), é o tema de tese de doutoramento de Françoise Duprat na Universidade de Toulouse-Le Mirail II, França, em 1987.

No ano seguinte, lança “The cow went to the swamp / A vaca foi para o brejo”. Na Universidade de São Paulo (USP), Branca Granatic defende, na dissertação de mestrado, “Os recursos humorísticos de Millôr Fernandes”.

Em 1990, nasce seu neto, Gabriel, filho de Ivan.

Deixa a revista “Istoé” e o Jornal do Brasil, em 1992.

No ano de 1994, lança “Millôr definitivo — A bíblia do caos”.

Escreve a peça “Kaos”, Adapta para a Rede Globo “Memórias de um sargento de milícias”. A partir de um argumento de Walter Salles, escreve o roteiro “Últimos diálogos”, em 1995.

Em 1996, passa a colaborar nos jornais “O Dia” (RJ), “O Estado de São Paulo” (SP) e “Correio Braziliense” (DF). Neste último, trabalharia somente até o fim do ano.

Em 1998, em parceria com Geraldo Carneiro e Jom Tob Azulay, assina o roteiro de “Mátria”.

No ano seguinte, começa a adaptar “Os três mosqueteiros”, de Dumas, para o formato de musical, trabalho que não chegou a ser concluído.

Em 2000, escreve o roteiro de “Brasil! Outros 500 — Uma PoopÓpera”, que teve sua estréia no Teatro Municipal de São Paulo. O espetáculo contava com músicas de Toquinho e Paulo César Pinheiro e arranjos de Wagner Tiso. Deixa de colaborar com “O Estado de São Paulo” e “O Dia”. Passa a colaborar com coluna semanal na “Folha de São Paulo”. Lança o site “Millôr On Line” (http://www.millor.com.br) .

No ano seguinte, deixa a “Folha de São Paulo” e volta ao “Jornal do Brasil”.

Em 2002, publica “Crítica da razão impura ou O primado da ignorância”, em que analisa as obras “Brejal dos Guajas e outras histórias”, de José Sarney, e “Dependência e desenvolvimento na América Latina, de Fernando Henrique Cardoso. Deixa de colaborar, em novembro, com o “Jornal do Brasil”.

Em 2003, ilustra “O menino”, volume de contos de João Uchoa Cavalcanti Netto, e faz cem desenhos para uma nova compilação das “Fábulas fabulosas”.

Em 2004, lança pela Editora Record, “Apresentações”.

Em meados de agosto de 2004 é anunciado seu retorno às folhas da revista semanal “Veja”, a partir de setembro daquele ano.

Tempos atrás um jornal publicou que Millôr estava todo cheio de si por ter recebido, em sua casa, uma carta de um leitor com o seguinte endereçamento:

"Millôr
Ipanema"

É a glória!

Millôr faleceu no dia 27 de março de 2012, em casa, no bairro de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro.

as cronicas de millor fernandes




BiografiaMilton Viola Fernandes, Millôr (Rio de Janeiro RJ 1923¹ - idem 2012). Cartunista, jornalista, cronista, dramaturgo, roteirista, tradutor e poeta. Órfão de pai aos 2 anos e de mãe aos 11, desde muito cedo começa a trabalhar. Em 1938, aos 15, emprega-se na revista O Cruzeiro como contínuo, passando a trabalhar no arquivo da publicação após vencer um concurso de contos de outra revista, A Cigarra - para a qual colabora a partir do ano seguinte, assinando, com o pseudônimo Vão Gôgo, uma coluna fixa. Retorna a O Cruzeiro em 1943, participando da renovação editorial, que eleva a circulação da revista de 11 mil para 750 mil exemplares semanais. Nessa publicação, Vão Gôgo tem a seção O Pif Paf - que em 1964 dá título à revista quinzenal considerada o início oficial da imprensa alternativa no Brasil, devido à oposição ao regime militar. Essa revista é, por isso, fechada pelo governo no oitavo número. Seu primeiro livro, Eva sem Costela - Um Livro em Defesa do Homem, é lançado, com o pseudônimo Adão Júnior, em 1946. E a primeira peça, Uma Mulher em Três Atos, é encenada em 1953, pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo. Tendo já utilizado o próprio nome como autor de teatro, passa a assinar sua coluna em O Cruzeiro como Millôr Fernandes, em 1962. Participa, em 1969, do grupo fundador de O Pasquim, semanário que se torna o porta-voz da oposição ao regime militar. Como cartunista, colabora nos principais órgãos da imprensa brasileira; como cronista, tem mais de 40 títulos publicados; como dramaturgo, alcança sucesso com Liberdade, Liberdade (1965), em parceria com Flávio Rangel (1934 - 1988), Computa, Computador, Computa (1972) e É... (1977). Atua ainda como artista gráfico, expondo trabalhos em várias galerias de arte do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Entre as adaptações que realiza para o teatro, destacam-se a versão musical do romance Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida (1831 - 1861), encenada por atores negros em 1966, e da peça Deus Lhe Pague, de Joracy Camargo (1898 - 1973), encenada no Rio de Janeiro com músicas de Edu Lobo (1943) e Vinicius de Moraes (1913 - 1980). É um dos mais solicitados tradutores de teatro do Brasil.
Comentário CríticoEm crônicas, peças teatrais e poemas, Millôr Fernandes vale-se do humor com o objetivo de criticar a forma como o poder se organiza e a maneira naturalizada como as relações de dominação são percebidas pela sociedade. O meio privilegiado para isso é a recriação de usos cotidianos da linguagem, para que o distanciamento provoque no leitor a reflexão sobre situações normalmente banalizadas.
Em O Capitalismo Mais Reacionário, crônica de 1945, o autor apresenta um breve diálogo entre Patrão e Empregado. Este, decidido a "falar seriamente" com o Patrão, diz-lhe que em 40 anos de empresa comete apenas um erro. Em vez de reconhecer o trabalho do funcionário, Patrão lhe responde: "... de agora em diante tome mais cuidado". O humor se dá, aqui, pelo exagero no traço dominador do empregador, sempre disposto a exigir mais e mais dos trabalhadores.
O uso do hiperbólico é frequente nas crônicas do autor, bem como a paródia de linguagens técnicas ou especializadas. Este é o caso de Poesia Matemática, de 1949, em que o personagem Quociente se apaixona por Incógnita. O amor à primeira vista conduz ao casamento, que depois é ameaçado pela chegada do Máximo Divisor Comum e a consequente instalação de um triângulo amoroso. O narrador conclui: "Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade / E tudo que era espúrio passou a ser / Moralidade / Como, aliás, em qualquer / Sociedade".
A transformação do convencional em situações aparentemente absurdas se faz presente em diversos momentos da obra de Millôr. A educação das crianças, por exemplo, é satirizada em O Filho Prodígio (de Lições de um Ignorante, 1963), com base em discurso de um menino. Ao cair de uma árvore e diante do desespero da mãe, ele diz: "Espero que isto me sirva de lição". Ao receber dinheiro do pai para comprar livros, afirma: "Na minha idade o senhor já ganhava a vida sozinho". Emissor e receptor trocam de papéis nessa paródia dos estereótipos, retratando as formas cristalizadas da relação entre pais e filhos.
O universo infantil, com seu ponto de vista que gera típicas deformações na linguagem, é especialmente caro ao autor, em textos cujo efeito cômico e satírico põe em evidência fatores dificilmente apreendidos pela percepção usual. Compozissõis Imfãtis, de 1975, arrola tipos como o garoto violento, o menino estudioso e a professora por quem todos se apaixonam, ironizando a visão idílica dos primeiros anos de vida ao apontar os sofrimentos implicados em toda relação.
O cerne daquilo que o autor deseja evidenciar e atacar torna-se patente em um breve trecho de A História É uma História, texto dramático levado ao palco em 1976. O enredo, que abarca toda a história da humanidade - desde a criação do universo até a década de 1970 -, compõe-se a partir da afirmação de sua própria arbitrariedade: "Os personagens históricos [...] são todos inventados", e os elementos de cena, "de mentira". Sugere-se, consequentemente, a arbitrariedade na forma como a história é transmitida. Ao narrar a invenção da roda, um personagem afirma: "Que interessa uma roda rodando? A ideia verdadeiramente genial foi a de colocar uma carga em cima da roda e, na frente dela, puxando a carga e a roda, um homem pobre". Nega-se, com isso, que a invenção por si só represente desenvolvimento, indicando que os considerados avanços da humanidade têm como força motriz, na realidade, a dominação do homem pelo homem.
Se nas crônicas os recursos tradicionais se combinam com elementos de vanguarda, na produção para o teatro a mescla se dá entre a paródia e o lirismo, o farsesco e a documentação histórica, a comédia de costumes e a denúncia social. Seja nas peças militantes - como Liberdade, Liberdade (1965), mais interessadas em apontar os efeitos do autoritarismo sobre o indivíduo -, seja em outras que, como Duas Tábuas e uma Paixão (1982), investem contra o estereótipo do teatro social, o dramaturgo está sempre a propor que os espectadores rompam com as visões de mundo cristalizadas.
No que diz respeito aos recursos linguísticos, Millôr emprega procedimentos clássicos para a obtenção do humor. Trocadilhos, eufemismos, antíteses, ambiguidades e duplo sentido das palavras são explorados com frequência, compondo frases sintéticas, que condensam o pensamento do autor. A respeito da política brasileira, afirma: "Nas noites de Brasília, cheias de mordomia, todos os gastos são pardos", em que "gastos" substitui os "gatos" do provérbio. Outras máximas invertem lugares-comuns, como "um desses livros que quando você larga não consegue mais pegar", ou esvaziam o sentido metafórico de pensamentos populares: "Entre o riso e a lágrima quase sempre há apenas o nariz". Há, ainda, seus conhecidos dicionários, em que se operam modificações no sentido das palavras ou se criam vocábulos a partir de sutis deslocamentos. É o caso, por exemplo, de "comichão", aquele que "devora terra"; "destroços", "uma dezena de coisas"; "desabrotoar", "desabotoar um broto"; "caligrafeia", "letra ruim".
Nos diferentes gêneros praticados pelo autor, seu programa está sempre conforme ao que afirma no artigo Pensadores Humoristas: "O riso explode, à primeira vista, quando uma grande verdade social é denunciada de maneira clara e comunicativa".

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Confira quais são as tecnologias do futuro que já estão em desenvolvimento

Paulo Alves Para o TechTudo
Celulares, tablets e outros gadgets lançados a cada ano impressionam por sua crescente velocidade e capacidade. Mas, o que muitos de nós não sabemos é que existem tecnologias muito mais impressionantes já sendo desenvolvidas e que podem mudar a forma com que lidamos com o mundo – mais ou menos como os smartphones fizeram há cerca de seis anos.
Tecnologias do futuro podem chegar mais cedo do que imagina no seu dia a dia (Foto: AFP)Tecnologias do futuro podem chegar mais cedo do que imagina (Foto: AFP)
Veja abaixo nove exemplos de tecnologias dignas de filmes de ficção científica descobertas por cientistas de hoje. Não se impressione se elas chegarem à sua casa antes do que você imagina.
Nanofibra
Nanofibra pode ser a solução para nossos problemas com água potável (Foto: Reprodução/Business Insider)Nanofibra pode ser a solução para nossos problemas com água potável (Foto: Reprodução/Business Insider)
A nanofibra é um material fibroso extremamente fino (menos que 100 nanômetros) que funciona de maneira muito eficaz para criar filtros para materiais pequenos. Um exemplo disso é o sal, uma vez que os grãos são muito grandes para passar através dos furos de uma tela feita de nanofibras.
No futuro, as nanofibras poderão ser usadas em filtros para transformar a água dos oceanos em potável: a solução para nossos problemas com a escassez de água. A tecnologia já existe, mas o custo de produção ainda é alto demais.
Chip microfluídico
Chip microscópico elimina células cancerígenas e as guarda para estudo por cientistas (Foto: Reprodução/Business Insider)Chip microscópico elimina células cancerígenas e as guarda para estudo por cientistas (Foto: Reprodução/Business Insider)
Esse pequeno dispositivo é tão pequeno que poderia circular livremente na corrente sanguínea de uma pessoa. Porque é coberto com DNA, o chip não sofre refeição do corpo e pode ser usado para combater o câncer de uma maneira extremamente eficaz e não-intrusiva, pois consegue absorver células cancerígenas sem causar efeitos colaterais nos pacientes.
O chip microfluídico é capaz ainda de armazenar as células defeituosas, portanto os cientistas podem estudá-las ao retirar o material do corpo do paciente sem precisar fazer biópsias.
Supercapacitores de grafeno
Capacitores de grafeno podem compor baterias que carregam em segundos (Foto: Reprodução/Business Insider)Capacitores de grafeno podem compor baterias que carregam em segundos (Foto: Reprodução/Business Insider)
Grafeno é um material super leve e resistente, o melhor nesses quesitos já manuseados pelo ser humano e, ao que parece, poderia compor capacitores infinitamente mais poderosos que os que temos hoje.
Na prática, um supercapacitor de grafeno poderia equipar baterias que duram tanto quanto as atuais, mas que carregam em muito menos tempo. Isso influencia diretamente na forma que lidamos com nossos gadgets móveis e, principalmente, na adoção de veículos elétricos.
O grafeno já pode ser produzido em larga escala, portanto essa é uma tecnologia que não deve tardar muito até chegar aos consumidores finais. Já pensou poder carregar um carro elétrico em alguns poucos minutos ou o celular em segundos?
DNA como meio de armazenamento
Já é possível guardar informação em moléculas de DNA. No futuro, HDs serão microscópicos (Foto: Reprodução/Business Insider)Já é possível guardar informação em moléculas de DNA. No futuro, HDs serão microscópicos (Foto: Reprodução/Business Insider)
A forma mais rápida dos meios de armazenamento populares hoje é o SSD, o disco de estado sólido que equipa os chamados ultrabooks. Porém, estudos com novas tecnologias de armazenamento de informação já indicam que podemos guardar bits – informação digital – no DNA.
Cientistas conseguiram gravar em moléculas de DNA um arquivo de áudio de um discurso de Martin Luther King Jr., uma foto, uma cópia do artigo científico de Watson e Crick sobre DNA e 154 sonetos de Shakespeare. Depois, eles foram capazes de recuperar todos os dados com 99,99% de precisão, tão eficiente quanto os HDs ou SSDs de hoje.
Quando a tecnologia estiver popularizada, poderemos gravar terabytes de informação em unidades microscópicas de armazenamento, fazendo computadores e outros dispositivos com memória muito menores e mais leves também.
D-metionina
Trabalhadores da construção civil são os principais beneficiados com as vantagens da D-Metionina (Foto: Reprodução/Business Insider)Trabalhadores da construção civil são os principais beneficiados com as vantagens da D-Metionina (Foto: Reprodução/Business Insider)
Cientistas descobriram que essa substância protege os ouvidos contra altas cargas de ruídos, fazendo dela uma aliada essencial para trabalhadores da construção ou da indústria. Adaptada em uma cápsula, bastaria ingeri-la como um remédio qualquer para preserva a audição mesmo após longos períodos de exposição a ruídos.
Comunicação entre cérebros
Na foto, homem consegue controlar animal a partir de máquina conectada aos dois cérebros (Foto: Reprodução/Extremetech)Na foto, homem consegue controlar animal a partir de máquina conectada aos dois cérebros (Foto: Reprodução/Extremetech)
Uma equipe de cientistas de Harvard está desenvolvendo uma forma extremamente avançada de comunicação entre humanos e até entre humanos e animais. Já há maneiras de ligar dois cérebros e estabelecer comunicação neural capaz de controlar o corpo de outra pessoa ou realizar uma espécie de conversa por ‘telepatia’.
Os cientistas da renomada universidade norte-americana já conseguiram realizar experimentos com essa tecnologia em animais, e os resultados são promissores. Daqui a algum tempo, quem sabe conseguiremos inclusive conversar com nossos bichos de estimação?
Memristor
Memristor pode aumentar significativamente a velocidade de dispositivos eletrônicos (Foto: Reprodução/Business Insider)Memristor pode aumentar significativamente a velocidade de dispositivos eletrônicos (Foto: Reprodução/Business Insider)
Toda a capacidade computacional que temos à nossa disposição é criada graças a chips feitos com indutores, capacitores e resistores. No entanto, o memristor – mistura de ‘memória’ com ‘resistor’ – é um quarto componente ainda não popularizado nos circuitos atuais e que pode significar um aumento exponencial na velocidade dos sistemas elétricos.
A HP é uma das empresas que vem trabalhando forte para utilizar esse novo recurso, que promete tornar processos de fabricação mais simples e baratos, gerando celulares, tablets e computadores mais rápidos e mais eficientes energeticamente.
Tinta de célula solar
Tinta solar pode transformar qualquer superfície condutora de eletricidade em um painel solar (Foto: Reprodução/Government Technology)Tinta solar pode transformar qualquer superfície condutora de eletricidade em um painel solar (Foto: Reprodução/Government Technology)
Pesquisadores da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, desenvolveram uma tinta que, ao aplicada em uma superfície condutora de eletricidade, consegue captar a energia solar a transformá-la em energia elétrica para alimentar qualquer circuito eletrônico.
A tinta solar foi criada a partir de nanopartículas de dióxido de titânio misturadas com sulfureto de cádimo e mergulhadas em uma solução de água e álcool. Ao fim do processo, que não requer nenhum material especial, obteve-se uma espécie de pasta que pode ser aplicada como uma tinta. Em resumo, você poderá no futuro abastecer sua casa de energia solar pintando o teto metálico da sua casa. Incrível, não?
Fotografia Femto
Com slow motions extremos, fotografia femto poderá capturar imagens de objetos e pessoas fora do ângulo de visão (Foto: Reprodução/Business Insider)Com slow motions extremos, fotografia femto poderá capturar imagens de objetos e pessoas fora do ângulo de visão (Foto: Reprodução/Business Insider)
A luz não faz curvas, certo? Mas, com essa tecnologia fotográfica, é possível capturar imagens de objetos obstruídos por meio da detecção de sua ‘impressão de luz’. A fotografia femto é uma tecnologia que permite capturas de imagem em slow motion em escala de um trilhão de segundos, o que significa que, pela primeira vez, podemos ver a luz se movimentando no espaço.
Como a fotografia é nada mais que a captura de luz refletida pelos objetos, a fotografia femto conseguiria ver a luz refletida por um objeto perpassar o espaço nitidamente, portanto não precisaria que a lente estivesse apontada diretamente ao alvo. Seria como se você pudesse fotografar alguém na rua antes que pessoa virasse a esquina.
Via Business Insider

sábado, 22 de fevereiro de 2014

a evoluçao dos automoveis


Ontem, aproveitando minha folga no trabalho, fui fazer um teste-drive do que poderia ser meu próximo carro. No caminho da concessionária e em outros dias antes, estive observando como os carros têm seguido um certo padrão de desenho.
Comecei a refletir justamente sobre o design atual, totalmente arrojado, com curvas esportivas e traçado quase agressivo. São carros imponentes, desde modelos mais populares até os mais elitizados.
E claro que essa evolução é um processo em que há uma sinergia entre os designers das montadoras e o feeling do público consumidor, cada vez mais exigente e com maiores possibilidades de escolha (nunca na história desse país tivemos tantos carros na rua, companheiro…). E, um dos princípios básicos da evolução é que ela nunca para. Lembra do Santana antigo? Ou do Tempra? Talvez do Logus? Eram carros à frente de seu tempo, mas que comparados aos modelos de hoje, parecem desenho de criança.
Eu, por exemplo, sou fã do Ford Fusion. Vou comprar um até 2013… Mas, terá meu gosto mudado até 2020 de forma que eu direi: “nossa, eu gostava tanto desse carro..”? Isso só o tempo dirá!
Bom, quanto ao post em si, resolvi fazer uma pequena galeria com 12 exemplos de carros em dois momentos de sua escala evolutiva.
E só para constar, o carro que eu falei no começo que havia ido fazer um test-drive é o amarelo, penúltimo da galeria a seguir… só não comprei porque preferia o modelo antigo :P

a evolução dos tablets


É uma máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Um computador pode prover-se de inúmeros atributos, dentre eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura.
Apesar de existir os computadores tambem temos a internet que surgiu a partir de pesquisas militares nos períodos áureos da Guerra Fria. Na década de 1960, quando dois blocos ideológicos e politicamente antagônicos exerciam enorme controle e influência no mundo, qualquer mecanismo, qualquer inovação, qualquer ferramenta nova poderia contribuir nessa disputa liderada pela União Soviética e pelos Estados Unidos: as duas superpotências compreendiam a eficácia e necessidade absoluta dos meios de comunicação. Nessa perspectiva, o governo dos Estados Unidos temia um ataque russo às bases militares.Foi ai que a internet foi criada.









À esquerda, o PDS-1 é da fabricante Imlac de 1970. À direita, o Agat da fabricante Lemz, de 1983



webdigblog line
Antes de falar sobre a evolução dos tablets, precisamos saber que o computador nasceu no final da década de 70 e ele ocupava prédios inteiros, mas graças a Steve Jobs e Steve Wozniak, não demorou muito para que pouco tempo depois o primeiro “computador pessoal” chegasse ao mercado.
Na época foi uma revolução que mudou a história, e olha que naquele tempo a mobilidade já era um sonho de consumo de todo mundo.
comparisontablets 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]Tablets
A partir de entãolink2 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]a morte do computador pessoal, já estava anunciada, os Smartphones, notebooks, e tablets estavam para chegar, e tudo foi acontecendo muito mais rápido do que as pessoas esperavam.
Foi em 27/01/2010 que a Apple reinventou o tablet lançando o primeiro iPad, em um mercado até então “sem concorrência”.
“A tecnologia sozinha não é o bastante, é a tecnologia casada com as artes, as ciências humanas que nos dá o resultado que alegra nossos corações. E em nenhuma área isso é mais verdade que na dos dispositivos Pós-PC.“ Steve Jobs

1-Apple Graphics Tablet 1979

apple graphics 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]
Talvez o primeiro conceito do que é hoje o iPad, a Apple já trabalhava duro para alcançar o sucesso conquistado hoje.

2-O início de tudo: Dynabook

alan kay and the prototype of dynabook 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]Alan Kay
Mas foi Alan Kay, cientista da computação norte-americano, o primeiro a propor a ideia de um computador em formato tablet. Pioneiro em áreas como interfaces gráficas e programação, em 1968, descreveu o conceito do Dynabook, um “computador pessoal para crianças de todas as idades”.

3-Bashful – “O anão Dengoso da Apple“

bashfull 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]
Em 1983, a Apple contratou uma empresa chamada Frog Design para dar vida ao conceito de um tablet computer. O protótipo foi apelidado de “Bashful” (“Dengoso”), em referência ao projeto Snow White (“Branca de Neve”), uma nova identidade visual que estava sendo desenvolvida para os produtos da Apple e que chegou ao mercado em 1984 com o Apple IIc.

4-GRiDpad Pen Computer

1989 GRiD GRIDPAD 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]

O primeiro “tablet” como atualmente conhecemos a chegar ao mercado foi o GRiDpad Pen Computer, da norte-americana GRiD Systems em 1989, uma empresa pioneira que também foi responsável pelo primeiro “laptop” como o conhecemos, o GRiD Compass, de 1982, ele pesava 2kg.

5-O conceito da “Knight Ridder”

newspaper tablet paleo future paleofuture 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]
No vídeo da Knight-Ridder, produzido em 1994, um dos autores do vídeo, o visionário Roger Fidler, explica como o conceito de tablet que criou funciona. E perceba como a ideia é muito semelhante com o que a gente considera ser um tablet hoje em dia.
httpv://www.youtube.com/watch?v=JBEtPQDQNcI

6- O Tablet PC da Microsoft

tablet pc1 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]
Em 2001, a Microsoft tentou emplacar a ideia dos “Tablet PC”, portáteis equipados com telas sensíveis ao toque que rodavam uma versão modificada do Windows XP, preparada para operação via caneta e com alguns utilitários extras como ferramentas de reconhecimento de escrita.
O Tablet PC não era um produto, mas sim um conceito, ao qual vários fabricantes aderiram.

7-Origami

origami 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]
O “Origami”, anunciado no início de 2006, foi uma evolução da ideia do Tablet PC, só que mais portáteis e em um formato menor. Eram PCs com baixo poder de processamento (e baixo consumo de energia) equipados com uma tela de 7 polegadas (geralmente sensível ao toque), rodando o Windows XP.

8-O Nokia 770

nokia770 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]Lançado em 2005, o “Nokia 770” nada tem a ver com os celulares pelos quais a empresa é conhecida, apesar do nome. É um tablet para acesso à internet equipado com uma tela de 4.1 polegadas e um sistema operacional baseado em Linux batizado de “Maemo”.
Foi feito para navegar na web, ler e-mail, tocar música e exibir imagens e e-Books, e nunca foi comercializado em massa.

9-Modbook: o primeiro Mac tablet

modbook 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]
O primeiro Mac “tablet” não foi produzido pela Apple. Criado pela Axiotron o Modbook era, como diz o nome, uma “modificação” dos notebooks PowerBook G4. A empresa comprava os notebooks da Apple, desmontava e remontava os componentes em um novo chassis, eliminando o teclado e adicionando uma tela sensível ao toque (com caneta) sobre o painel LCD.

10- O iPad da Apple

ipad apple 10 tentativas, na linha do tempo, a evolução dos Tablets! [fotos e vídeo]Após meses de boatos e especulações, apresentado como mágico e revolucionário, a Apple anunciou oficialmente, a chegada do iPad, seu primeiro computador em formato de prancheta digital, ao mercado em janeiro de 2010.
Durante um evento realizado em São Francisco, nos EUA, o fundador e então presidente da companhia, Steve Jobs, apresentou o produto – que une computador, videogame, leitor de músicas e vídeo além de leitor de livro digital.
 
 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

automoveis

para: navegação, pesquisa

O projeto do Vapor Cugnot Trolley (Jonathan Holguinisburg) (1769)
A história do automóvel começa por volta de 1769, com a criação do motor a vapor de automóveis capazes de transportar humanos.1 :14 Em 1807, os primeiros carros movidos por um motor de combustão interna a gás combustível apareceram, o que levou à introdução em 1885 do moderno motor a gasolina ou com combustão a gasolina onipresente interno.
O ano de 1886 é considerado o ano de nascimento do automóvel moderno - com o Benz Patent-Motorwagen, pelo inventor alemão Karl Benz.
Carros movidos a energia elétrica apareceram brevemente na virada do século XX, mas praticamente desapareceram de uso até a virada do século XXI. O início da história do automóvel pode ser dividido em um certo número de eras, com base nos meios comuns de propulsão. Períodos posteriores foram definidos por tendências de estilo exterior, tamanho e preferências de serviços públicos.


Eras de invenção[editar | editar código-fonte]


O Benz Velo, introduzido dez anos depois do primeiro automóvel Benz patenteado a 1885.
Ferdinand Verbiest, um membro de uma missão jesuíta na China, construiu o primeiro veículo movido a vapor por volta de 1672 como um brinquedo para o Imperador da China. Era de escala bastante pequena que não podia levar um motorista, mas que foi, possivelmente, o primeiro veículo a vapor de trabalho ('auto-móvel').2 3
​​Veículos moveis autopropulsados a vapor grandes o suficiente para transportar pessoas e cargas foram criados pela primeira vez no final do século XVIII. Nicolas-Joseph Cugnot demonstrou sua fardier à vapeur ("carroça a vapor"), um trator de artilharia movido a vapor experimental, em 1770 e 1771. Como o projeto de Cugnot provou ser impraticável, sua invenção não foi desenvolvida em sua França natal. O centro de inovação mudou para a Grã-Bretanha. Por volta de 1784, William Murdoch tinha construído um modelo de funcionamento de um carro a vapor em Redruth, e, em 1801, Richard Trevithick estava andando em um veículo de tamanho real nas estradas de Camborne.4 Tais veículos estavam em moda durante algum tempo, e ao longo das próximas décadas inovações como freios de mão, transmissões multi-velocidade, e melhor direção foram desenvolvidas. Alguns foram bem sucedidos comercialmente no fornecimento de transporte em massa, até que uma reação contra esses grandes veículos velozes resultou na aprovação da Lei de Locomotiva (1865), o que exigiu veículos autopropulsados ​​em vias públicas no Reino Unido devessem ser precedidos por um homem a pé acenando uma bandeira vermelha e soprando uma buzina. Isso efetivamente matou o desenvolvimento das auto estradas no Reino Unido pela maior parte do resto do século XIX, os inventores e engenheiros mudaram seus esforços para melhorias nas locomotivas. (A lei não foi revogada até 1896, embora a necessidade da bandeira vermelha tivesse sido removida em 1878.)
A primeira patente de automóvel nos Estados Unidos, foi concedida a Oliver Evans, em 1789.5
Entre outras iniciativas, em 1815, um professor da Politécnica de Praga, Josef Bozek, construiu um carro a vapor movido a óleo. Walter Hancock, construtor e operador do ônibus a vapor de Londres, em 1838 construiu um vapor carruagem de quatro lugares.6 :p27
Experiências isoladas, realizadas em toda a Europa, ao longo das décadas de 1860 e 1870, contribuíram para o aparecimento de algo semelhante ao automóvel atual. Uma das mais significativas foi a invenção de um pequeno carro impulsionado por um motor a 4 tempos, construído por Siegfried Markus (Viena, 1874). Os motores a vapor - que queimavam o combustível fora dos cilindros, deram lugar aos motores de combustão interna, que queimavam no interior do cilindro uma mistura de ar e gás de iluminação. O ciclo de 4 tempos foi utilizado com êxito pela primeira vez em 1876, num motor construído pelo engenheiro alemão conde Nikolaus Otto.
A primeira patente do automóvel nos Estados Unidos da América foi concedida a Oliver Evans, em 1789. Mais tarde, em 1804, Evans demonstrou o seu primeiro veículo automóvel que não só foi o primeiro automóvel nos EUA mas também o primeiro veículo anfíbio, já que este veículo a vapor dispunha de rodas para circulação terrestre e de pás para circulação na água.
O belga Étienne Lenoir construiu um automóvel com o motor de combustão interna a cerca de 1860, embora fosse propulsionado por gás de carvão. A sua experiência durou 3 horas para percorrer 7 milhas — teria sido mais rápido fazer o mesmo percurso a pé — e Lenoir abandonava as experiências com automóveis. O franceses reclamam que um Deboutteville-Delamare terá sido bem sucedido; em 1984 celebraram o centésimo aniversário desse automóvel.
É geralmente aceite que os primeiros automóveis de combustão interna a gasolina tenham surgido quase simultaneamente através de vários inventores alemães, trabalhando independentemente: Karl Benz construiu o seu primeiro automóvel em 1885 em Mannheim, conseguindo a patente a 29 de Janeiro do ano seguinte e iniciado a primeira produção em massa a 1888. Pouco tempo depois, Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach, em 1889 em Estugarda, concebiam um veículo de raiz, descartando a típica carroça em função de uma carroçaria específica dotada de motor. Foram eles também os inventores da primeira motocicleta em 1886. Em 1885 patenteou o travão de disco.

Evolução do automóvel[editar | editar código-fonte]

Alguns modelos célebres da indústria automobilística, entre populares e de luxo, destacando a evolução do design:
1904-oldsmobile-archives.jpg1911-rolls-royce-archives.jpgLate model Ford Model T.jpgPackard De Luxe Eight 904 Sedan Limousine 1932.jpg
Oldsmobile Modelo 6C Curved-Dash-Olds (1904)Rolls-Royce Silver Ghost Tourer (1911)Ford Modelo T (1927)Packard Ninth Series De Luxe Eight 904 Sedan Limousine (1932)
Dodge D11 Luxury Liner 4-Door Sedan 1939.jpgNash Ambassador Slipstream 4-door sedan.jpg180pxCadillac at car show.jpg
Dodge D11 Luxury Liner 4 Portas Sedan (1939)Nash Ambassador (1942)Mercedes-Benz 300 SL (1955)Cadillac Fleetwood Sixty Special (Eldorado Biarritz) (1960)
Ferrari 250 LM 1964.JPGFusca estacionado.jpgJaguarXJ220.jpgOpel Vectra front 20080222.jpg
Ferrari 250 Le Mans (1964)Volkswagen Sedan Duas Portas (1969)Jaguar XJ220 (1992)Opel Vectra 2ª Geração (1997